Lucimar Mutarelli na Revista da Folha

Foi publicado neste domingo, 28, na Revista da Folha de SP, um bate-papo entre a jornalista Regiane Teixeira com a nossa querida Lucimar Mutarelli.

Para quem não teve a oportunidade de ler, é só conferir abaixo!

A paulistana Lucimar Mutarelli, 43, é escritora, mas, acima de tudo, observadora e ouvinte. Entre 2009 e 2010, anotou histórias que ouvia no metrô, entre as estações Ana Rosa e Consolação, e as transformou no romance “Entre o Trem e a Plataforma” (Prumo, 160 págs., R$ 22,90), de junho. “O que mais me impressionou foi ver como as pessoas se expõem na rua, falando da vida delas como se estivessem em um ambiente fechado”, conta ela, que mora na Vila Mariana, na zona sul.

Por que escolheu observar as pessoas somente no metrô?

Era o meu meio de transporte na época. O metrô é muito rico, diverso e um lugar onde acontecem muitas situações. Apesar de ser um cotidiano aparentemente igual, todo dia é diferente.

Em que outras ocasiões a cidade já te inspirou?

Outro dia estava andando atrás de duas meninas, numa rua da região da estação Ana Rosa [na zona sul], e uma delas falou para a outra: “Ele não foi, ele não ligou e nem mandou presente.” Na hora me veio uma história. Foi uma situação muito triste. Quando isso acontece, eu anoto na hora num caderninho, senão depois esqueço. Mas não deixo que a pessoa perceba que ouvi a conversa.

Qual o lugar mais inspirador?

Adoro o centro. É um lugar que reúne tudo. Você convive com camelôs nas ruas e com os advogados que frequentam os cafés. A maioria dos trabalhadores vem de outros Estados, e acho incrível quando consigo reconhecer sotaques. Isso enriquece a cidade e me atrai muito.

Quais temas você mais ouve na rua?

Tempo, futebol e novela. Isso tem toda hora, no café ou na fila do banco. Tem assuntos que comovem muito as pessoas e todo mundo só fala nisso. Em época de eleição, por exemplo, aproveito para ouvir as opiniões, muito diversas. Tem temas que são tão cotidianos e muito passageiros. Depois que passa a eleição ou a novela, parece que fica um vazio.

Quando a cidade te estressa?

Nunca! Eu vou ao banco, pego fila e me divirto muito. A única coisa que me incomoda é falta de respeito no cinema, mas não é só aqui. A pessoa vai ao cinema e acha que está na casa dela. Mas isso eu resolvi indo ao cinema às segundas-feiras, às 14h. Só tem senhoras aposentadas.

Fonte: Folha de São Paulo

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